Meu fluxo de pensamento no trajeto do escritório até em casa, de carro, antes do jogo do Brasil contra a Croácia pela copa de 2006 na Alemanha.
"... putz, em casa é deprê... será que ligaram o alarme mesmo... ah que saco esse cd player... de novo esse problema... ter que levar lá de novo... hahahaha esse jogo... tá tudo sem graça esse ano... favorito demais... não me dá graça... deveria perder... hahahaha, mas putz, é legal... hahahaha que ridículo... merda pintar essa rua... esse trânsito vai se fodê... porque essa mulherada assim... ridículo... hahahaha... que ridículo... hahahaah... camiseta horrorosa depois vira pijama... mas elas nem sabem o que acontece... caralho não venho mais por aqui... meu, parece o dia do PCC... todo mundo saindo ao mesmo tempo... que desespero... quanta gente na rua... vai se fodê... se nao ganhar tudo bem...até deveria perder... favorito demais... vá se fodê pára de buzinar caralho... ô busão filha da puta... tá com pressa desgraçado?... affffff... vai se fodê... hehehehe, Brasil... será que só o Brasil gosta de futebol assim?... acho que sim... que nem futebol de areia... só Brasil é campeão... passa, passa... ow caralho... mas amanhã eu digo pra ela... cacete, é tão difícil assim acionar esse alarme?... preciso lavar essa merda... mas não adianta suja rápido... sábado segunda já tem que lavar de novo... Marcão... arrumando a mesa... será que minha irmã tá lá? assistir lá? melhor.. em casa... fooooda... merda... esse trabalho... se tivesse feito semana passada tava sussa hoje... ia no Bruno... mas não ia dar tempo... caraca... as fotos... ela mandou?... o jogo... não vai dar tempo... começo antes, aproveito o intervalo depois sei lá... na outra copa... não lembro...deixa eu entrar porra...ow desgraçado... como tem cusão, vai se fodê... aaaaaaai... esqueci... putz... o mecânico... ele vai ligar... preciso tirar o dinheiro pra pagar... merda... ta foda... carro do caralho... cansado pra cacete... da hora... bandeirão... hehehehehee... na sala porque a TV é maior... melhor... essa Globo só enchendo o rabo de grana... queria ser dono da Globo... tava lá... vai se fodê..."
Trilha Sonora: Nenhuma
Escrito por André às 20h45
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Justiça com as próprias mãos
Impossível passar sem comentar nada a respeito dos últimos acontecimentos aqui em SP. O Brasil inteiro viu a falência do sistema judiciário, prisional e policial ao mesmo tempo. O barril de pólvora estourou e agora temos mais que oficializado o 5º poder (executivo, legislativo, judiciário, imprensa e facção criminosa). Ao que parece nosso governador ainda fez o serviço completo: negociou o término dessa bárbarie com o "presidente" do 5º poder.
Bem, estamos numa situação calamitosa, verdadeiramente complicada em que vemos nossa liberdade esmagada pela opressão bandida e pelo descaso governamental. Amigos, eu não vejo outra solução que não seja praticarmos a justiça com nossas próprias mãos. Esqueça o governo, esqueça os partidos, esqueça a polícia. Confie em você e em você mesmo. Por sorte aquele referendo do desarmamaneto oficalizou o que as pessoas já tinham como oficial: que as pessoas podem sim ter armas (claro, desde que de uma forma legal). Mas eu diria uma outra coisa: acho que as pessoas DEVEM ter armas, mesmo que de uma forma ilegal!!!. Apoio o armamento. Tenha sua arma! Garante a vida de sua família, de seus amigos. Garanta sua vida! Porte sua arma no carro, na padaria, na sala de aula, no ponto de ônibus, no shopping. Ficou claro que qualquer lugar é lugar para se sofrer um atentado hoje em dia. Portanto, proteja-se! Seja um cidadão de bem e garanta a paz na nossa sociedade.
Amigos, eu preciso confessar que estou com a idéia fixa de andar armado. Me sentiria mais seguro assim. Estou procurando meios, a princípio legais, de viabilizar isso. Se não for por meios legais, será pelos ilegais. Sei que estou agindo pela emoção da situação, talvez até se esperar um pouco repense sobre essa idéia. Mas, sinceramente, creio que não mais posso deixar na mão do Estado a minha segurança.
Gostaria que vocês todos pensassem um pouco sobre isso. Reflitam. Pensem. Quem sabe vocês percebam, como eu, que a nossa liberdade depende da nossa atuação. Se vocês precisarem de alguma dica de como conseguirem armamamentos, me procurem. Eu já achei aquela que pra mim parece ser a ideal:
"André with lasers"

Agradeço ao Orkut e seus orkuteiros pela inspiração!
Ah, e atenção: nada de armas, ok?? :P
Trilha Sonora: Final da Liga dos Campeões, Barça x Aresenal.
Escrito por André às 15h52
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Nossa, não dá... com a faculdade eu não consigo tempo para escrever mais nada aqui.
Vou só escrever esse "textículo" para lamentar uma coisa: "Black Rebel Motorcycle Club" e "Arctic Monkeys" no Curitiba Rock? Só isso?
Broxei...
Trilha Sonora: nenhuma
PS: caraca, vou tentar postar alguma coisa em alguns dias. Feriadão está aí... quem sabe...
Escrito por André às 09h17
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E o troféu Joselito 2006 vai para...

"Ele não sabe brincar. Ele é..."
Não adianta a concorrência se descontrolar, comprar os juízes, fazer pressão, organizar lobbys. Mal o ano começou mas 2006 já tem seu vencedor na categoria "Joselito do ano". A vitória é inconteste, não gera dúvidas e é tão absoluta e clara quanto o envolvimento do nosso Presidente nas pilantragens do Planalto.
Então, é com muito orgulho (e um pouquinho de medo!) que anuncio como vencedores do "Troféu Joselito 2006" os internacionalmente conhecidos "FUNDAMENTALISTAS ISLÂMICOS"!!!!!!!!!!!!
Eu não vou chamá-los ao palco para discursar, primeiro porque não vamos entender nada e segundo porque... bem, deixa pra lá. Mas acho que é necessário mostrar ao mundo porque eles merecem as glórias e as pompas de tal premiação.
Todo mundo já deve estar sabendo o que vem acontecendo nesses últimos 15 ou 20 dias com o mundo árabe. Por conta de uma tira de quadrinho sobre Maomé que um jornal dinamarquês divulgou, o universo islâmico entrou em um mega-protesto filosófico que culminou, como sempre, em um mega-protesto fisicamente violento por todas as capitais islâmicas.
Em resposta os "sem-noção"-mor elaboraram quadrinhos explorando o extermínio judeu na II Guerra Mundial, os ataques a 11 de setembro e todo universo de degraça ocidental dos últimos 100 anos. Realmente foi uma resposta "joselística".
Muitos já anunciam o "choque de civilizações" e, sinceramente, acho que ela demorou para aparecer. É escandalosa a diferença entre as culturas ocidentais-orientais e as muçulmanas. Uma hora iria dar nisso.
Bem, vou encerrar esse "post" atrasado de uma forma bem humorada, esperando que eu não sofra nenhuma represália por parte de ninguém e lembrando que um mundo bacana é um mundo multi-cultural e com uma imprensa livre e de bom-senso (bom senso? Onde se compra isso?).
Li em algum site por aí essa pérola: "Os fundamentalistas lutam pelo respeito à liberdade de opressão".
Trilha sonora: nenhuma
Escrito por André às 14h19
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Abobrinha, mon amour.
Ó nóis aqui travez...

Eu não só sou um defensor nato da natureza como anos atrás era um "sócio-colaborador" do Greenpeace. Ou seja, eu era pró-ativo nas questões naturebas através de um dinheirinho que eu depositava mensalmente na conta dos gringos. Quer dizer, eu não... eu não pagava; quem pagava eram meus pais... e com o dinheiro deles!!!! Eu só colhia os louros do bom-mocismo e ficava bem "na fita" com os amigos e a família. Apesar disso eu REALMENTE sempre me preocupei com o meio-ambiente. Ainda me preocupo e faço o que posso (hoje, com o meu dinheiro) para ajudar o ecossistema (só não me algemo em frente de carros, não invado refinarias, não pulo de pontes, não tento impedir com meu a passagem de um petroleiro a nado, etc) . No que depender de mim a Mata Atlântica ira crescer, a Amazônia não será mais desmatada, o Pantanal vai aparecer nas novelas novamente e todos os animais desse planeta, hoje ameaçados de extinção, irão aumentar sua população. Tudo o que é verde, que cheira a campo, tudo o que for animal, tudo o que se mexer, os mamiferos e os invertebrados, os bugios pretos, as ariranhas, os macucos, as árvores centenárias e a graminha rala do campinho, todas as verduras, as frutas, os pássaros exóticos e os pombos que sujam meu carro... TODOS, todos sem exceção irão viver felizes, irão se procriar e conviver harmoniosamente dentro da cadeia alimentar. TODOS, menos a abobrinha!
Eu odeio abobrinha! Odeio! Nada para mim é pior que abobrinha. Tudo é ruim na abobrinha, a começar pelo nome. Quem tem um nome no diminutivo? Existe o Maracujazinho? O feijãozinho? A lazanhazinha? E a cana-de-açucarzinha? Existe? Não, mas existe a abobrinha. Um alimento que se apresenta no diminutivo já começa mal. Depois vem a cor. É meio verde, meio amarela.. às vezes meio esbranquiçada. Ou seja, cor de nada. A forma dela é ridícula: sem formato padrão! (veja a foto). Até poderia ser tudo isso se fosse saborosa, mas não é. É ruim, mas ruim mesmo. Consegue ser pior que o xuxu, o quiabo e a vagem! (pasmem, a vagem!!!!).
A abobrinha poderia ser extinta da Terra que não faria a menor falta. Com certeza ela foi excluida da cadeia alimentar natural por Deus mas algum ser-humano fez o favor de inseri-la. Vejo o dia em que a reportagem na TV dirá: "Com a sua doação os poucos alqueires de abobrinha que restam poderão ser salvos do desaparecimento. Colabore você também".
Não contem comigo.
PS: teve abobrinha na minha ceia de natal, na minha ceia de reveillon e teve hoje. Basta!
PS2: giló não conta. Só periquito como isso...
Trilha Sonora: Felt
Escrito por André às 23h24
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Ih... travou!
Escrito por André às 00h03
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Sobrados, apartamentos e eu inconformado
Eu vou me mudar para um apartamento, depois de 29 anos e meio da mesma casa, do mesmo quarto. O prédio pra onde vamos um dia já foi uma casa. Uma casa não, algumas casas. Numa avenida aqui perto (perto da minha casa e do futuro apartamento) um antigo estacionamento e lava-rápido cedeu lugar a um outro prédio. Prédio bonito será esse: 3 dormitórios com suíte e varanda; tudo aquilo que pede a classe predominante do bairro. Perto desse, outras casas deram lugar a três outros apartamentos, muito bons também. Esses já estão quase de pé. Já mais próximo à minha casa surgiu o "Amsterdã Residence", espigão que cresceu onde havia um terreno baldio. Novos também são alguns prédios de 3, 4 andares no máximo por aqui perto. Esses são menores porque ocupam lugar de 2 casas no máximo. Numa das saídas para a Rodovia Anchieta existem 4 prédios de bom padrão com no máximo 2 anos de vida. Lá (eu me lembro bem porque era em frente ao estúdio em que trabalhava), antes, existiam alguns sobrados. Na minha cidade inteira, por onde quer que eu ande, eu vejo prédios subindo. Em São Paulo a situação não é diferente.
Eu já estou começando a ficar com saudade dos sobrados, das casas térreas. Se meus pais se orgulham de ter passado a infância soltos pelos gramados e terras batidas do interior, trepados nos pés de goiaba e correndo de um lado para o outro, eu me orgulharei em pouco tempo de ter passado a minha infância num sobrado de classe média, com portão alto e grades em todas as janelas, quintal de 12 m2 e correndo do meu quarto para a sala. Vou me gabar de ter podido descer e subir escadas (e cair delas quando pivete e tropeçar nos degraus ainda hoje) e chegar um pouco ofegante ao cômodo. Vai ser um espanto, daqui algum tempo, quando eu disser que eu ouvia música alta e tocava guitarra à 1 da manhã sem nenhum vizinho incomodado socando o cabo da vassora na parede. Vai ser nostálgico dizer que morava numa casa... numa casa grande, mesmo que ela não fosse tanto (até porque quando eu tiver 70 anos vou dizer que a casa era gigantesca).
A política imobiliária nunca foi tão agressiva. Pode-se dizer que a violência contribui para o investimento na construção de edifícios já que a segurança em um apartamento tende a ser maior. E é claro, os empresários do ramo se aproveitam disso. Uma teoria da conspiração não cairia nada mal: "O financiamento da violência pela industria imobiliária", bem aos moldes Michael Moore. Mas o fato é que ninguém ganha com a violência; todo mundo sai perdendo. No fim das contas, em nome da ganância alheia e do sistema caótico social em que vivemos, vou ficar assistindo, sentado, ao nascimento endêmico dos prédios, que nunca vai se encerrar.
Eu quero aproveitar, enquanto der, para ver a cidade do alto do 7o andar da nossa varanda, mesmo que eu olhe do lado e veja, com alguma culpa, o sobrado vizinho lutando para sobreviver entre dois prédios. Não vai demorar muito até que comprem o terreno da frente e nos dêem, gratuitamente, a vista da lavanderia de um apartamento da nova torre.
Trilha Sonora: Trashcan Sinatras
Escrito por André às 00h46
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Um ou dois? Ajudem-me!
Espero não demorar tanto tempo para postar o próximo tópico.
A questão para mim agora é o referendo do desarmamento. Ainda não sei se votarei pelo "sim" (a favor do desarmamento) ou pelo "não" (contra o desarmamento). Andei prestando bastante atenção nas propagandas obrigatórias, andei lendo a respeito, visitei os sites de cada um dos lados e, sinceramente, não cheguei a um veredito. Queria fazer desse tópico um meio de discussão do assunto, sem nenhuma outra ambição que não seja a de que vocês, meus poucos amigos que me lêem, ME ORIENTEM.
Bem, embora eu não esteja de nenhum dos lados por enquanto eu tenho uma tendência a votar pelo "não", ou seja, não sou a favor do "desarmamento da população". Na verdade, o que eu mais quero expressar é que eu não entendo o porquê dessa consulta, nessa altura do campeonato, nesse momento. De onde tiraram essa idéia? Quem foi o gênio (ou o desocupado)? Desse ponto de vista, se eu podesse vetar essa consulta, o faria e deixaria as coisas como estão. E em se deixando as coisas como estão permanece o "não". Como não há a mínima possibilidade de eu cancelar esse estorvo eleitoral, preciso decidir se aperto o "1" ou o "2". Vocês me ajudarão mas já tenho comigo alguns pensamentos a respeito e acho que devo compartilhar com vocês.
O desarmamento visa desarmar quem exatamente? Eu? Você que está lendo? Não, eu não tenho arma e nunca quererei ter. Aposto que você também não. E aposto que nem seus amigos. Nem seus parentes. Nem os meus! Estamos falando de uma parcela insignificante da população que possui armas, certo? Certo. É muito bom saber que a maioria esmagadora da população não se mete com isso. Portanto eu não tenho medo de ir a um bar com meus amigos e de repente esbarrar num "zé mané" qualquer que esteja armado. Alguém de vocês tem? No trânsito, depois daquela fechada sem querer que você deu, a possibilidade de levar um tiro do outro motorista é maior? Não sei, duvido. Acontece? Sim, acontece, mas numa freqüência ridícula. O pressuposto é que quem tem arma registrada não sai dando tiros a esmo.
O argumento mais forte e o mais ouvido a favor do "não" é o "e quem vai desarmar o bandido?". Embora seja uma frase já batida e surrada, ela é muito interessante. De fato, quem vai fazer isso, posto que o bandido não vai registrar sua arma? Porque os exemplos dados no parágrafo anterior são somente para as armas registradas! Meu maior medo não é de levar um tiro numa discussão com um bêbado numa danceteria da Vila Olímpia. Meu medo é de ser seqüestrado numa avenida qualquer de SP e ser morto com um 38 enferrujado em uma periferia qualquer. Quem vai entrar na favela do Paráisópolis para recolher essas armas? Em se ganhado o "sim" vai ser necessário ter uma mega-estrutura de fiscalização da população, em busca das armas registradas e das não registradas. Você que está lendo, que é brasileiro e que não é minha amiga francesa Migaëlle, acredita nessa fiscalização? Eu, é claro que não. Se ninguém for à delegacia entregar sua arma após a vitória do "sim", as armas continarão existindo e continuarão mortais. Não vão desaparecer do nada e nem vão deixar de funcionar. Ou seja, a validade da vitória do "sim" é diretamente ligada à postura do dono da arma: se ele sente-se protegido com a arma, ele não vai devolvê-la.
Ainda há o receio de se dar força a mais um nicho de exploração para a bandidagem: o comércio ilegal de armas (que já existe, mesmo com permissão). No Brasil é proíbido o comércio de drogas, não? Mas existe, não? Será a mesma coisa com as armas.
No mais, acho completamente imoral o Estado determinar seu modo de vida. Eu nunca andei armado e nunca andarei mas quem quiser ter sua arma, que a tenha. Assuma as responsabilidades sobre ela e seja feliz. Se não daqui a pouco o Estado vai proibir o consumo de cupim na churrascaria porque sua alta taxa de gordura faz mal ao organismo.
Ainda me lembrei que o Estado não provém segurança suficiente, o que dá direito ao cidadão de responder pela sua segurança, mesmo morando no centro de uma capital. E há aqueles que moram em lugares ermos e bem distantes de uma delegacia e que vão preferir cuidar de si próprios a ter de esperar os "tiras" chegarem.
Falando sério, foi isso que veio à minha cabeça desde que começou toda essa história. Curiosamente é tudo a favor do "não". Procurei por argumentos para o "sim", mas não me veio nada muito claro. Percebo que a maioria das pessoas está pelo "sim". Atores globais estão pelo "sim". Parece "politicamente correto" ficar pelo "sim". Mas eu gostaria sinceramente de opiniões. Principalmente dos que são a favor do desarmamento. Não é um desafio, é um pedido de auxílio de esclarecimento.
Trilha Sonora: Nenhuma
Escrito por André às 02h03
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Back to the 80´s

Aproveitando o revival dessa década, resolvi postar aqui umas coisas que hoje pra mim soam engraçadas. Àquela época, dos meus 4 (1979) aos 14 (1989), muita coisa que eu ouvia, via e lia nas mídias não faziam um puto de sentido. Bem óbvio isso já que nesse tempo eu tinha mais interesse nas pipas e no campinho de futebol do que no noticiário.No entanto eram tão frequentes algumas expressões, nomes de pessoas, de lugares que até hoje não saíram da minha cabeça. Se você também viveu um pouco da década de 80 vai se lembrar e bem das coisas que vou listar aqui. Eu tive que fazer uma pesquisa pra escrever uma definição correta dos termos que lembrei. Ah, é tudo relacionado à política e economia (porque cultura dos anos 80 já foi explorada demais).
Vamos lá:
- Sendero Luminoso (Caminho Iluminado, em português): é o nome que mais me incomodou nesses 16 anos. Esse nome era tão frequente nos noticiários brazucas quanto é hoje o termo "Risco Brasil". À época eu não tinha idéia do que era isso. Somente sabia que estava relacionada à violência (bem genérico mesmo). O nome por si só é algo instigante e unido a uma aura misteriosa e "fora-da-lei" mexeu muito com minha imaginação. Já quis fazer parte desse grupo mesmo sem ter idéia do que eles pretendiam...
O Sendero Luminoso era uma organização paramilitar de orientação comunista inspirada nas ideias de Mao Tsé Tung. Embora tenham nascido na década de 60, foi 20 anos depois que iniciou uma guerrilha urbana sem precedentes na América do Sul. Nasceu de uma subdivisão do PC peruano e pregava a luta armada para a implantação do comunismo. Combatia com fervor o governo peruano da época pois achava, como acham todos os grupos de esquerda, que ele se submetia inteiramente aos desejos do "Imperialismo Americano". A organização se espalhou de forma endêmica pelo Peru e tomou formas concretas através do povo do campo (facilmente doutrinados). Todos os tipos de atos violentos eram cometidos pelo Sendero: seqüestros, assaltos, assassinatos e terrorismo das mais variadas formas. Ninguém era poupado: de políticos à cidadãos comuns, todos viviam à mercê do grupo. Quase chegaram ao poder. Seus líderes (entre eles, Abimael Guzmán) foram presos no início da década de 90, o que enfraqueceu a organização. Ainda existem e vez por outra relembram os bons tempos com algumas explososões e seqüestros.
- Raúl Alfonsín: outra figurinha carimbada dos jornais e telejornais. Presidente da Argentina de 83 a 89 depois de vários períodos de alternança entre ditaduras e frágeis democracias (será que ele tem algum parentesco com Sadam?)(veja foto).
- Guerra Irã x Iraque: esse é meu conceito de guerra. Fui criado com ela. Assisti duas Copas do Mundo tendo-na como pano de fundo. Joguei minha primeira bola tendo os Aiatolás de um lado e Sadam ( ! ) de outro. Guerra era Irã contra Iraque e ponto final.
Essa guerra começou em 1980 com a invasão do Irã pelo Iraque (eita Sadam mala...). USA e URSS tomaram partidos diferentes:USA com o Iraque de Sadam e a URSS com o Irã de Khomeine. A guerra terminou 8 anos depois. Foi mais uma das diversas manifestações da guerra apoteótica entre o capitalismo e o comunismo que nunca existiu.
Em breve outros tópicos.
Queria agradecer àqueles (as) que sempre corrigem minha ortografia. Obrigado muitíssimo pela revisão de graça. Continuem assim! ;)
Trilha Sonora: Smiths - "Rank"
Escrito por André às 20h18
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Crimes legais

Não sou tão bonzinho assim. Meu lado pérfido e macabro adora crimes legais.
O que são crimes legais? Crimes legais não é uma expressão contraditória, visto que todo crime é ilegal. "Crimes legais" são aqueles crimes que são "da hora", "sensacionais" e, em última instância, "bonitos".
No topo do ranking dos meus crimes legais está, disparado, o furto de obras artísticas. Em 99,9% das vezes não se fere ninguém, ninguém é morto, nada é destruído, bombardeado. É tudo feito (até onde eu saiba) com o máximo de destresa, planejamento, silêncio. Eu sempre imagino aquelas clássicas cenas de cinema com o meliante cortando o vidro da janela com um diamante no anel, depois jogando um pó no saguão do museu para identificar por onde passam os raios infra-vermelhos de segurança. Aí ele vai se arrastando, se desviando, abre uma pochete, tira um detector de alguma coisa e pronto: mãos no quadro de 50 milhões de dólares. Facinante isso, não? Tudo bem crime é crime. Nem estou fazendo uma apologia a isso (antes que alguém queira me denunciar) mas que perto da barbárie que a gente vive no dia-a-dia soa até que romântico, não?
Eu estou contando essa história por causa do acontecimento recente que deixou a todos boquiaberto: o assalto ao Banco centreal do Ceará e o furto de R$150 mi de reais. Apesar de ser dinheiro público, eu preciso confessar que achei o máximo essa operação! Pense bem: um grupo de pessoas resolve furtar R$150 mi de um banco teóricamente mega seguro. Como se não bastasse a logística do processo (segundo estimativas o peso de toda essa dinheirama chega perto das 3,5 toneladas), há toda a preparação. É preciso que o cabeça do bando faça uma rigorosa seleção dos candidatos (não pode ser qualquer "zé mané"). Depois ele precisa desenvolver o plano da operação com alguns meses de antecedência (ou até anos). Desenvolvida a idéia inicial ele repassa as idéias aos "diretores" que vão avaliar as possibilidades reais de conclusão. Cada um, na sua especialidade, deve palpitar. O projeto deve ir e voltar, ir e voltar até que a cúpula chegue a um consenso. A próxima etapa é passar aos "operários" somente as informações básicas, para que não haja perigo da projeto "vazar". E chega o início: a gangue constrói um túnel de 80 metros (sim, OITENTA METROS) de comprimento por 1,1m de espessura. Saem do ponto A e chegam ao ponto B com uma precisão cirúrgica. Passam um final de semana inteiro pegando o dinheiro sem que ninguém perceba e vão embora sem deixar nenhuma pista evidente. Isso é ou não é uma aula de desenvolvimento de projetos?
Dinheiro roubado por dinheiro roubado eu sou mais esses do túnel de 80 metros. Realizaram uma obra invejável de engenharia e logística, com um cronograma perfeito, seleção de pessoal padrão e planejamento exemplar. E como sempre acontece quando todos esses itens são seguidos à risca, colheram os frutos. Se o Estado prendê-los terá com quem ter aulas particulares de gestão de negócios.
Trilha Sonora: nenhuma
Escrito por André às 16h07
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Agora não falta mais nada
A CPI já está completa. Podem parar as investigações e quebras de sigilo pois ninguém mais vai querer saber quem roubou o quê ou quem desviou o quê. As atenções agora vão para a destemida Fernanda Somaggio, que dizem foi sondada pela Playboy para nos dar os desprazer de vê-la nua. Nada mal para uma revista que já mostrou a lendária Rosenery "a fogueteira do Marcanã" Mello, Hortência (a rainha do basquete) e outras representantes femininas de gosto duvidável. Vamos torcer para que a revista tenha bom senso e nos poupe de ensaios fotográficos com aquela "fillet de borboleta", que invariavelmente estará, nas fotos, cercada de malas e bolsas rechedas de dinheiro e homens de terno e gravata simulando os dias de CPI (numa notável jogada de criatividade da Playboy).
Mas o que mais me deixa preocupado é a possibilidade dessa mesma mulher se candidatar a algum posto legislativo (sim, ouvi isso em algum lugar). Demais pra eu ter que vê-la posando de guardiã da ética e da cidadania se candidatando a deputada estadual, federal ou seja lá o que for. Pior para os mineiros! Ela até talvez tenha mesmo um espírito coletivo mais aguçado que o dos políticos que nos representam, o que lhe daria mais representatividade moral. Mas o fato é que não vejo outra coisa se não um oportunismo baratíssimo dessa moça que, desde os primeiros capítulos desse imbróglio, aparece sempre sorridente, milimétricamente bem arrumada para as TV´s e distribuindo simpatia e um sutil ar de inocência e serenindade por onde passa. Não acredito nesses tipos (Hoje eu a vi numa reportagem da Globo que também tratava sobre a história da Playboy. Ela recebeu a equipe de TV na casa dela numa classe impressionante, cabelos pra lá de penteados, maquiagem carregada, salto e tailleur.O pior é que a equipe pediu pra ela assim: "Finja que você está no seu dia-a-dia, fazendo as coisas mais caseiras possíveis". E lá foi ela mexer na pia, lavar uma louça...uhauhhauhuahuahuauhahuauhauh. De salto e laquê, não!)
Já existem oportunistas demais no Brasil. Essa moça vai repetir a dose da mediocridade: mulher medíocre na Playboy; política medíocre em Brasília.
Ela já fez o bastante por nós.
Trilha Sonora: Nenhuma
Escrito por André às 02h54
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Não acho nem um pouco salutar o modo que algumas pessoas perseguem a felicidade. Eu sei que é "cada um, cada um", mas submeter-se à agressão da mesa cirúrgica sem uma necessidade evidente eu já acho demais. Até porque essa felicidade busca-se através da harmonia externa, que pode até ser necessária também, mas com certeza não é o principal. No programa transmitido pela MTV, "I want a famous face", um infeliz qualquer é escolhido para submeter-se à horas de lipoescultura, cirurgias plásticas e reconstruções corporais para, acreditem, se parecer com o artista quemais admiram. Eu já vi um rapaz querendo ser o Rick Martin, um outro querendo ser o Elvis Presley e uma travesti querendo ser a Jennifer Lopes. Acham que vão encontrar toda segurança e auto-afirmação que precisam depois das cirurgias. Vá lá, alguma coisa pode até melhorar. Mas no fundo sabe-se que a pessoa nunca vai virar outra. E o mais bizarro é aquele corpo, aquele rosto reconstruído que ÀS VEZES lembra o artista. Somente às vezes porque no fundo, no fundo seu traço de nascença está lá. Ou seja, fica com cara de nada. E sua cabeça, essa sim mais importante para uma mudança estrutural, vai continuar a mesma.
Lendo a Folha desse domingo eu me deparei com esse título em uma matéria: "Nova Executiva monta plano para reconstruir imagem do PT" (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70395.shtml). Ôpa, nada mais óbvio: "I want a famous face" no PT. Nesse caso uma mudança é realmente necessária e eu dou todo o meu apoio. Mas se for como no programa de TV vai ser duro encarar aquele rosto depois da operação, com cara de ninguém, e saber que a mudança mais importante pode não ter acontecido...
Trilha Sonora: Smiths
PS: quem lê e quem assite viu o que tinha de errado. Eu, humildemente, peço desculpas. Agora, se você não leu, perdeu e azar o seu!
Escrito por André às 02h46
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Musicalmente falando esse final-de-semana foi dedicado ao Live 8. Para quem não sabe o Live 8 é (ou foi) uma rebento do Live Aid, embora Sir Bob Geldof não goste de se referir assim. Bem, se você não sabe o que foi o Live Aid (nem quem é esse "Sir") segue aqui um resuminho:
Em 1985 Bob Geldof, então vocalista da banda Boomtown Rats, tomado pela emoção ao ver cenas chocantes de miséria na África (nem tão chocantes pra nós), resolveu juntar as maiores estrelas do pop/rock da época para uma mega apresentação em Londres (UK) e Philadelphia (USA), simultaneamente. Além disso a empreitada gerou um single bacana chamado "Do they know it´s christmas?" que vendeu milhões e milhões de cópias ao redor do mundo. Toda essa movimentação tinha como objetivo angariar fundos para tentar aliviar a pobreza nos países mais miseráveis da África (ah, o Live Aid ainda geraria uma fotocópia mal tirada: O "U.S.A for Africa", cuja canção, "We are the world", entupiu as rádios brasileiras com uma breguice jamais vista e um clip medonho. Ah, e o pior, os brasileiros também fizeram úma fotocópia mal tirada de uma fotocópia mal tirada pra salvar alguns lá no nordeste...). O Live Aid foi um sucesso sem precedentes, gerou milhões de libras mas nem tudo conseguiu ser destinado aos necessitados. Muitas barreiras burocráticas surgiram e inviabilizaram algumas ações. Mas de uma forma geral o resultado foi positivo (no sentido da organização do projeto) e Bob Geldof, além de ganhar um reconhecimento que ele nunca teve na vida com sua banda, ganhou o título de "Sir" da rainha da Inglaterra.
Passados 20 anos e após alguns projetos bizarros como o "Net Aid" (que pedia que a ajuda fosse dada clicando-se em banners - hahahahaha... isso foi antes da "bolha" estourar), eis que nasce o Live 8. Diferentemente do Live Aid, que tinha como obejtivo arrecadar dinheiro (Bob Geldof viu como isso deu dor de cabeça), o Live 8 tem a missão de despertar nos 8 presidentes dos países mais poderosos do mundo (representados pelo G8)a atenção para a... pobreza na África (através do imediato perdão da dívida externa dos países africanos). Além de shows simultâneos com dezenas e dezenas de astros da música espalhados por 8 grandes capitais do mundo, Bob Geldolf e sua turma prometem uma marcha até Glenagles, na Escócia, onde o G8 estará reunido, afim de fazer uma leve "pressão" sobre os engravatados.
Eu admiro e encorajo toda forma de movimento que visa o bem-estar do mundo. O duro é saber que, no fundo, no fundo, ninguém está aí para o infeliz consumido pelas moscas nos confins da Suazilândia. Os shows se realizaram e os artistas, como convém as boas maneiras, lançaram seus pedidos de igualdade humanitária e seus gritos de socorro via satélite para milhões e milhões de pessoas, viraram as coisas após o show e embarcaram no primeiro avião para continuar seus shows. Os que estavam assistindo o show no local deveriam estar preocupados se o Paul McCartney ia tocar "Help" ou se São Pedro ia colaborar com o tempo naquele imenso parque. Os que estavam em casa, como eu e você, se chegou a ouvir algo a respeito jé é um milagre. Se não, foi apenas mais um dia na vida. Para os presidentes no G8 vai ser apenas mais uma nota de jornal, já que protegidos pela distância do local da reunião e pelas centanas e centenas de seguranças, no máximo eles verão um pontinho de protesto através das janelas.
20 anos separaram o Live Aid do Live 8 e nada foi feito. Outros 20 anos separarão o Live 8 do "Live Something" e, claro, nada terá sido feito. Eu entendo o horror do mundo com as cenas de fome no Zimbábue mas peço que todos se acostumem com isso. Se quiséssemos ter resolvido a situação, já o teríamos feito. Não é assim que agimos quando o interesse é pessoal?
Trilha Sonora: Chapterhouse
Escrito por André às 00h15
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Fresh, fresh news
PLANTÃO:
Minha virtualíssima amiga, Paola Franco, não só mandou bem no Diário da Manhã (de Goiânia) como no Blog do Noblat (o blog dos blogs quando o assunto é política nacional). A pequena deu um furo de reportagem nacional ao conseguir chegar no Delúbio Soares. Noblat gostou e colocou no blog dele. Check it out: http://noblat.ultimosegundo.ig.com.br/noblat/ (01/07/2005 - 00:38 “Querem o impeachment de Lula”, diz Delúbio).
Aos menos informados, Paola Franco é a mesma do "O fantástico mundo de Paola", blog com link aqui.
Ando ou não ando bem acompanhado nessa aventura "bloguística"? rs
Escrito por André às 10h58
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O maravilhoso mundo de Henry Ford

Mais um aumento na taxa de emprego foi comemorada esse mês. São aqueles aumentos de "zero vírgula alguma coisa" mas que é melhor do que nada. Esse crescimento, segundo a imprensa, foi ocasionado pelo empurrão dado pelas empresas que uma vez simbolizaram o apogeu de uma corrida do Brasil ao mundo "civilizado" (ou competititivo): as empresas montadoras de automóveis. Elas contrataram muito nos últimos meses visto que a demanda por carros de pequeno e médio porte, dentro e fora do país, aumentou significantemente. Para dentro do país leva-se em conta a estabilidade da moeda (ainda) não tocada, mesmo considerando-se a alta taxa de juros praticada. Para fora, dizem, que é por conta do "expertise" brasileiro em produzir carros pequenos e "robustos", com certo nível de sofisticação (em comparação à produção estrangeira, focada em carros de altíssimo valor agragado e normalmente, "barcas gigantes"). E se minha capacidade de raciocínio ainda estiver intocada, um aumento na demanda significa, necessariamente, mais carros nas ruas (sejam de que país forem). Sendo assim, como poderíamos reverter a idéia de que um aumento na taxa de empregos, no Brasil, significa mais um passo do país rumo ao distânte 1o mundo?
Bem sabemos nós, pobres brasileiros, que investimento social nunca foi o forte dos nossos governos. Se há falta de leito no hospital e sanemamento básico em cidade desenvolvida, o que dirá transporte coletivo de qualidade e em número suficiente. Todos sabemos que uma ínfimia parte da população pode se locomover através de transporte público sem nenhuma queixa. O resto só tem a reclamar. Fica implícito pra gente ( eu me incluo nisso) que o meio "civilizado" de se transportar de um lugar a outro é através dos carros. Se fica essa sensação de que sem carro não somos ninguém (e digo isso até em nome dos menos favorecidos, que se matam para comprar um carro ano 75, enferrujado e sem estepe. Não se vê isso todos os dias?), é porque um trabalho forte da indústria automotiva foi realizado. Chegamos então na equação do subdesenvolvimento: falta de política de transportes + lucro desenfreado da indústria automotiva.
Se isso vai se estendendo por anos, décadas a fio, a pergunta que fica é: se anualmente os automóveis chegam às centenas de milhares em nossas ruas, o que será de nossa qualidade de vida, de nosso meio-ambiente, do nosso trânsito, do nosso espaço físico? Numa simples trabalho de imaginação vamos pensar como estarão nossas ruas daqui 15 anos. Ou 20. Ou 25. Ou 50 anos! Alguém consegue imaginar a poluição das grandes cidades e o número de doenças que ele pode provocar? (sem se esquecer o que isso acarretaria ao nosso sistema de saúde?). Alguém se imagina percorrer 10 km de distância numa capital em menos de 30 minutos? Se hoje você já acha que tem carro demais nas ruas, pense que isso vai piorar enquanto os governos não investirem pesado em transporte coletivo (menos poluente, mais barato e mais democrático) ou enquanto não se tiver peito para enfrentar o lobby dessas gigantes montadoras.
Da próxima vez que disserem em um aumento do nível de emprego veja se realmente você tem o que comemorar.
Trilha sonora: Oasis (álbum novo!)
Escrito por André às 02h12
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